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3ª CONFERÊNCIA ANUAL DA AME - 20 JUNHO 2013

2013/06/20

Realizou-se no dia 20 de Junho de 2013 no auditório da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa, a 3ª Conferência Anual da AME subordinada ao tema “A importância da Economia Social no contexto da crise”.

A  sessão de abertura, foi presidida pelo Dr. Luís Alberto Sá e Silva, Presidente da UMP – União das Mutualidades Portuguesas – e contou com as presenças da Eng.ª Helena Kol, em representação da Região Sul da Ordem dos Engenheiros, que deu as boas vindas, do Eng. Mário Rebelo, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, do Dr. Manuel Caldas de Almeida, Vice-Presidente da União das Misericórdias Portuguesas, e do Eng. Francisco Sousa Soares, Presidente da AME, tendo, na circunstância, sido formalmente assinado um protocolo de cooperação entre a AME e a Santa Casa da Misericórdia de Santarém.

 O Presidente da União das Mutualidades, Dr. Luís Alberto Sá e Silva, realçou a importância e oportunidade desta Conferência na sequência da aprovação da nova Lei de economia social, e desenvolveu as actividades em que a UMP está empenhada nomeadamente o apoio a todos os Associados através da utilização dos fundos comunitários. Por seu lado o Dr. Manuel Caldas de Almeida chamou a atenção para a imperiosa necessidade das entidades da economia social assegurarem a sua sustentabilidade através de uma lógica de gestão empresarial, não obstante assentarem em prestações de voluntariado e na partilha de recursos financeiros. Trata-se, referiu o Vice-Presidenmte das Misericórdias de um desafio de qualidade - "fazer bem o bem" - em todas as valências e competências da sua actividade. A economia social deve comportar-se como uma almofada em tempos de crise. O novo estatuto de utilidade pública deverá permitir racionalizar os recursos aplicados no domínio da saúde e do apoio social.

No final da Sessão o Presidente da AME fez uma caracterização geral das dificuldades de carácter social por que passam não só Portugal como diversos países europeus, centrando-se depois na necessidade de lhes dar resposta adequada: “É imprescindível dar resposta adequada aos problemas sociais da população portuguesa". De seguida o Eng. Francisco Sousa Soares fez uma apresentação sumária da AME, salientando a importância da ligação entre Mutualidades e Misericórdias e a necessidade de trabalhar com inovação – de que o novo site da AME agora inaugurado é exemplo – e de fomentar permanentemente atitudes de optimismo. Referiu a concluir: “As entidades da Economia Social são merecedoras de um grande carinho por parte da sociedade. Temos todos a responsabilidade de continuar a merecer esse crédito dos portugueses” .                                                                        

No 1º Painel – “A nova Lei de Bases da Economia Social” – moderado pela Eng.ª Filomena Ferreira, o primeiro orador foi o Dr. Manuel Canaveira Campos, em representação da Caritas, que referiu a importância de Assembleia da República ter aprovado por unanimidade uma lei que se desejava desde 1976 e cujo enquadramento está na Constituição, ao considerar o terceiro sector como ao serviço do bem comum e dos seus membros (art.º 80). “A nova lei, disse, traduz os novos tempos que vivemos”. Assim, importa realçar a criação do Conselho Nacional da Economia Social, presidido pelo 1º Ministro e que inclui a representação do poder local, a operacionalidade do sector e a obrigatoriedade do INE, em conjunto com a CASES, produzirem a "conta satélite da Economia Social". Esta visibilidade permitirá confirmar a importância do sector, nomeadamente em termos económicos e do emprego. Trata-se, referiu a concluir, do primado das pessoas e do respeito pelos valores da solidariedade.

Seguiu-se no uso da palavra o Dr. Eduardo Graça, Presidente da CASES, que começou por se congratular com o facto do Estado, através da nova Lei de Bases, ter passado da titularidade do sector para uma posição de parceria. Assim, a nova lei estabelece o que é “economia social”, define o perímetro do sector, cria a obrigatoriedade de rever as leis de enquadramento dos subsectores da economia social – código cooperativo, código mutualista, IPSS, etc. – bem como os termos de utilidade pública, mecenato, etc. Trata-se, disse, da 2ª Lei deste tipo na Europa, constituindo a inclusão do INE neste projeto, um aspeto relevante e inovador – 1º no mundo. Referiu a terminar a importância da nova lei ser suportada por software que se encontra em fase de desenvolvimento, e que permitirá o acesso a novos modelos de custo.

 A concluir o 1º Painel interveio o Dr. Carlos Carreiras, Presidente da Câmara Municipal de Cascais, que começou por considerar que a nova lei de bases é um chapéu que dá cobertura ao que se faz, mas não resolve a questão fundamental, “para onde queremos ir”. Na sua opinião, a aprovação por unanimidade verificada na AR manifesta a grande generalidade dos termos da lei aprovada, em contraponto com a restrita capacidade de enquadramento e coordenação em que de facto se traduz.

Incidindo a sua intervenção sobre o carácter local das necessidades e carências das pessoas, referiu que hoje enfrentamos situações novas e problemas mais graves do que anteriormente, provocados por causas que estão fora do nosso controlo. Manifestando as suas dúvidas sobre a funcionalidade dos esquemas de regulação em pirâmide, considerou que a globalização veio criar uma nova dimensão dos problemas, e que se torna necessário partir do local para o global, entendendo este processo de “localização” como necessário para readquirir capacidade de intervenção. É necessário fazer mais, fazer melhor e com menos custos.

A terminar, o orador afirmou que o terceiro sector é hoje fundamental em termos de coesão social, e dentro dele, é insubstituível o papel da Igreja, cujas obras é necessário perceber e cuja identidade é necessário assegurar. “No “tsunami” em que vivemos, são necessárias âncoras e referências identitárias”.

A iniciar o 2º Painel, subordinado ao tema “Os Fundos Europeus e a valorização da inclusão social”, a Eng.ª Rosa Simões da Silva, Presidente do Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu, referiu a fase de desenho da aplicação dos próximos Fundos que está em curso e a importância de assegurar a sua boa execução, através de novas atitudes de trabalho em rede e do estabelecimento de parcerias, que permitam a coordenação e integração dos diferentes planos. “O País não é o mesmo”, disse, focando a importância dos anteriores programas de apoio comunitário e necessidade de insistir no aumento das qualificações da população para a competitividade até 2020, não obstante Portugal ter tido a maior taxa de concretização do FSE de toda a Europa.

Prosseguindo a sua apresentação, a Eng.ª Rosa Simões da Silva afirmou existirem vários Programas para a gestão dos novos Fundos: O da inclusão social e emprego, o do capital humano, o da competitividade e o que contempla os 5 programas regionais. No 1º Programa há algumas vertentes com grande expectativa para as instituições do 3º Sector. Para além disto, irá existir uma simplificação dos quadros de aplicação, no sentido de facilitar as candidaturas de acesso.

Concluindo a sua intervenção com um forte apelo à participação na consulta pública em curso, a Eng.ª Rosa Simões da Silva afirmou que na sua opinião o novo Quadro Comunitário vem abrir uma importante dimensão de inovação social e de cooperação transacional trabalho/ valor, que irá constituir um enorme desafio à participação dos parceiros sociais, ONG’s e entidades do 3º Sector.

Da intervenção do Dr. Paulo Bracons, em representação da AXA Seguros, salienta-se a afirmação de que o sector segurador tem sido obrigado a um esforço cada vez maior de rigor e eficiência, e que a sua atividade desempenha uma contribuição importante na valorização da inclusão social, uma vez que devolve à sociedade, cerca de 3/4 do que recebe sob a forma de receitas. Assim, por exemplo, em Portugal, onde a área dos Acidentes de Trabalho faz parte do sector, a nova legislação prevê que, para além das pensões de invalidez do anterior quadro jurídico, as Seguradoras tenham de prover à adaptação de casas ou de locais de trabalho que favoreçam a inclusão social dos acidentados.

Falando em nome da sua empresa – AXA Seguros – o Dr. Paulo Bracons mencionou a solidariedade como uma atitude de crescente importância no Código de Ética, em conjunto com outros valores como a Liberdade, a Responsabilidade e o Trabalho em Equipa. Referiu ainda a constituição da Fundação AXA, (uma IPSS), destinada a proporcionar aos seus colaboradores e suas famílias um banco de horas vocacionado para ações de solidariedade (Corações em Ação), procurando estender este tipo de programas a todos os colaboradores e rede de agentes.

A terminar as intervenções do 2º Painel falou o Dr. Pedro Líbano Monteiro, em representação do Grupo Montepio, que começou por referir que os Fundos devem ser pilares mas não dependências e que a presente crise se reveste de várias dimensões, nomeadamente a financeira, a económica e a dos Valores. Passou em seguida a enumerar diversos instrumentos de que o sector financeiro dispõe para ir ao encontro das dificuldades, nomeadamente o microcrédito, com tutores de proximidade através do voluntariado de colaboradores, o apoio à dinamização da atividade económica, com a criação de emprego, e o apoio às entidades da economia social, através de linhas de crédito específicas. A concluir a sua intervenção e apontando a importância da solidariedade e da Família como fatores fundamentais do apoio às situações por vezes críticas com que a sociedade se defronta, o Dr. Pedro Líbano Monteiro defendeu a existência de Fundos Sociais para o apoio e financiamento específico à família e a necessidade de cooperação e de trabalho em equipa das diferentes instituições que solidariamente trabalham nesta área.

No encerramento desta 3ª Conferência Anual, o Eng. Bernardo Mira Delgado, Secretário-geral da AME, agradeceu a presença da assembleia, dos participantes nos debates e dos oradores, e congratulou-se com a oportunidade e qualidade das intervenções apresentadas, salientando a importância da partilha de opiniões e a complementaridade do trabalho desenvolvido pelas entidades de diferente natureza presentes neste encontro, referindo a necessidade de se ter presente o princípio da subsidiariedade e espírito de criatividade e inovação.

A 3ª Conferência Anual da AME terminou com a apresentação sumária do novo site da AME.

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1ª CONFERÊNCIA ANUAL DA AME - 28 Junho 2011

2013/06/18

A AME – Associação Mutualista dos Engenheiros, realizou em 28 de Junho de 2011, em parceria com a Ordem dos Engenheiros e com a União das Mutualidades Portuguesas, a sua 1ª Conferência Anual subordinada ao Tema “Soluções Solidárias de Resposta à Crise”.


Com esta Conferência, a AME pretendeu contribuir, com a maior abrangência, para equacionar os desafios de carácter social que a presente crise põe à sociedade portuguesa, e para salientar a importância e multiplicidade de respostas dadas pelas instituições de solidariedade social, na diversidade das suas iniciativas.


Intervieram na sessão de abertura o Eng. Carlos Mineiro Aires, Presidente da Região Sul da Ordem dos Engenheiros, o Dr. Alberto Ramalheira, Presidente da União das Mutualidades Portuguesas, o Dr. Manuel de Lemos, Presidente da União das Misericórdias Portuguesas e o Presidente da AME, Eng. Francisco Sousa Soares, tendo proferido a conferência de abertura e introdução ao tema o Prof. Alfredo Bruto da Costa.

No decurso da Sessão de Abertura foi assinado um Protocolo de cooperação na área da saúde entre a AME e a Santa Casa da Misericórdia de Leiria, Assinaram este Protocolo por parte da AME o seu Presidente, Eng. Francisco Sousa Soares, e pela Santa Casa da Misericórdia de Leiria, o seu Provedor, Dr. Fernando Alberto Lopes dos Santos.


Nos termos deste Protocolo ficou estabelecido para os Associados da AME e suas famílias o preço de 40,00 € para as consultas médicas, (valor igual ao praticado na sede), preços especiais na área da fisioterapia, e os descontos de 15% para os Meios Complementares de Diagnóstico, 10% no caso de Internamento e 5% no Piso de Sala de Operações.


O Programa da Conferência que se realizou no Auditório da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa, contou, para além da conferência de abertura, com a realização de três Painéis.


1º Painel: “Diversas Iniciativas de Combate à Pobreza”, com as intervenções do Presidente da Caritas Portuguesa, Dr. Eugénio da Fonseca e da Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, Dr.ª Isabel Jonet;

2º Painel: “Importância do Mutualismo e das Misericórdias”, com as intervenções do Presidente da União das Mutualidades Portuguesas, Dr. Alberto Ramalheira e do Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia, Dr. Joaquim de Lima Moreira Vaz;

3º Painel: “Os desafios do Empreendedorismo Social”, com as intervenções do Presidente da Associação do Empreendedorismo Social, Dr. Miguel Alves Martins (ver texto conferência) e do Eng. Eugénio Viassa Monteiro (ver texto conferência), da AESE – Associação de Estudos Superiores de Empresa.


Encerrou a 1ª Conferência Anual da AME a Vice-Presidente da AME, Eng.ª Maria Filomena Ferreira, que salientou a grande actualidade do tema e a relevância e oportunidade desta iniciativa, esperando ter a AME contribuído, com esta iniciativa, para o desenvolvimento de um humanismo solidário, factor indispensável de realização pessoal e um dever de cidadania nos tempos de crise que atravessamos.


A 1ª Conferência Anual da AME teve o apoio do Montepio Geral – Associação Mutualista e da AXA Seguros.

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2ª CONFERÊNCIA ANUAL DA AME - 13 JUNHO 2012

2013/06/18

Realizou-se no dia 13 de Junho de 2012 no Auditório da Região Norte da Ordem dos Engenheiros, a 2ª Conferência Anual da AME, este ano subordinada ao tema “A Importância dos Contributos das Actividades da Economia Social para a Superação da Crise”.


Como em 2011, a Conferência deste ano contou com o apoio da União das Mutualidades Portuguesas e da Ordem dos Engenheiros.


Na sessão de abertura usaram da palavra o Eng. Fernando Almeida Santos, Presidente do Conselho Directivo da Região Norte da Ordem dos Engenheiros, que saudou os participantes e apontou a existência de casos graves de necessidade de apoio social existentes entre Engenheiros, e o Dr. Luís Alberto Sá e Silva, Presidente da União das Mutualidades Portuguesas, que salientou a importância das entidades do denominado 3º sector pela sua acção de proximidade e por enfrentarem o desafio permanente de fazerem mais e melhor com menos recursos, salientando ainda o papel da UMP na dinamização de novas respostas e de novos modelos de cooperação e de parceria com o Estado e entre as organizações sociais.


Seguiu-se a assinatura da extensão do protocolo já existente da AME com a Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde, manifestando num plano concreto o espírito de abertura e cooperação que a AME tem vindo a desenvolver com os seus parceiros, para benefício dos seus Associados. Nesta circunstância usou da palavra o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde, Eng. Arlindo Azevedo Maia, que salientou a sensibilidade histórica destas instituições à fome e às carências dos mais desfavorecidos e apontou a necessidade da sustentabilidade e controle como factores indispensáveis da actividade desenvolvida, referindo ainda que é preciso primeiro dar, antes de receber, e que, para além dos bens e serviços materiais, é preciso também dar alegria e esperança, num trabalho de verdadeira inclusão social.


O Eng. Francisco Sousa Soares, Presidente da AME, proferiu de seguida a sua intervenção, começando por apresentar e destacar a importância do papel desempenhado pelos diferentes intervenientes na Conferência, referindo ainda a atribuição pela AME de diferentes subsídios aos seus Associados, nomeadamente de solidariedade e de desemprego, bem como os benefícios concedidos através de serviços próprios e de mais de 50 protocolos estabelecidos na área da saúde, assegurando sempre os necessários padrões de rigor e qualidade. Mereceu ainda particular destaque nesta intervenção, a aposta na necessidade de ver assegurada, em colaboração com a Ordem, a resposta a carências graves manifestadas por Engenheiros, sejam ou não Associados da AME.


A encerrar a sessão de abertura usou da palavra o Secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, Dr. Marco António Costa, de cuja intervenção nos permitimos destacar alguns aspectos:


- A referência especial às instituições ligadas à Igreja Católica pela capacidade de intervenção que têm conseguido mobilizar em face da presente crise, em prol dos mais carenciados;

- A necessidade de uma cultura de respeito e de cooperação entre o Estado e as instituições da sociedade civil, nomeadamente IPSS, Misericórdias e Mutualidades, como expressão de um verdadeiro sentido de responsabilidade e manifestação da complementaridade dos diferentes modelos de protecção social;

- A indicação de novos instrumentos e projectos de resposta de coesão social, como são os casos da concessão de subsídio de desemprego para trabalhadores independentes a partir do próximo ano e já em vigor para gerentes de sociedades comerciais, o programa Estímulo 2012 para promoção do emprego jovem, o desenvolvimento do micro crédito, e a disponibilização de dados estatísticos relativos ao 3º sector a partir de Setembro;

- A necessidade de fortalecimento das famílias e instituições de sector social, (IPSS, Mutualidades e Misericórdias), como expressão do sentido de responsabilidade face às situações a que o Estado não consegue nem pode dar resposta;

- A importância do reconhecimento da interdependência de todas as entidades envolvidas nas respostas aos desafios que a presente crise veio agudizar.


Realizaram-se de seguida dois Painéis, o primeiro em que foi moderador o Eng. João Porto, subordinado ao tema “A importância da actuação das IPSS na superação da crise”, em que foram oradores o Padre Lino Maia, Presidente da CNIS - Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade e o Prof. Eugénio da Fonseca, Presidente da Caritas Portuguesa, e o segundo em que foi moderador o Eng. António Machado e Moura, com o tema “A intervenção das Misericórdias e das Mutualidades” em que intervieram a Eng.ª Noémia Pacheco, Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Guimarães e o Dr. Justiniano Ferreira dos Santos, da Associação Mutualista de S. Bento das Peras de Rio Tinto, terminando com a intervenção do Eng. Luís Pizarro, Delegado de Vila Real da Ordem dos Engenheiros, que abordou o tema “Os desafios futuros do Mutualismo”.


No primeiro Painel o Padre Lino Maia fez a apresentação da CNIS, cujo número de filiadas é de cerca de 2.700, com uma média de cerca de 60 trabalhadores por instituição e cerca de 400.000 utentes registados, salientando que faz parte da nossa herança cultural, as pessoas serem sensíveis à situação do seu irmão. Na sequência da sua exposição, o Padre Lino Maia apontou a população mais desfavorecida como o alvo preferencial das IPSS, sem deixar por isso de ser ela própria capaz de gestos de generosidade e solidariedade. Terminou salientando que mais do que o Estado social, importa uma sociedade solidária, dinamizada pela gratuidade, em função das condições de subsidiariedade e de proximidade.


Seguiu-se o Prof. Eugénio da Fonseca que começou por abordar os riscos e oportunidades inerentes à situação actual do Estado social e à situação do desemprego, em particular da elevada percentagem que não conseguirá reentrar no mercado de trabalho, chamando a atenção para o desempenho singular e concreto das IPSS com o novo paradigma de mudar a vizinhança sem a preocupação de mudar a sociedade. Salientando a importância do trabalho social se fazer em rede, concluiu que a propriedade e os bens que possuímos têm um valor social, e que a pessoa é o centro da economia social.


No segundo Painel a Eng.ª Noémia Pacheco expôs com grande abertura e clareza a estrutura e a actividade desenvolvida pela Santa Casa da Misericórdia de Guimarães, com cerca de 220 funcionários e sete milhões de Euros de orçamento anual, referindo também as principais dificuldades com que esta instituição se defronta, nomeadamente a necessidade de uma gestão que assegure a sustentabilidade e a capacidade de desenvolvimento da instituição.


Seguiu-se no uso da palavra o Dr. Justiniano Ferreira dos Santos, da Associação Mutualista de S. Bento das Peras de Rio Tinto, que enquadrou a actividade desenvolvida com as raízes históricas e a tradição de S. Bento, relacionando-a na era moderna com a Doutrina Social da Igreja, começando em Leão XIII, de que resultou o aparecimento no Norte de Portugal de grande número de Mutualidades, muitas de natureza funerária.


A 2ª Conferência Anual da AME, que contou com o patrocínio do Montepio Geral e da AXA Seguros, foi dada por encerrada pelo Eng. Bernardo Mira Delgado, Secretário da AME, que proferiu o agradecimento devido a quantos colaboraram nesta realização.


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